Aprender a língua francesa é, para o brasileiro, muito mais do que adquirir uma competência linguística; é abrir um portal para o diálogo com uma das culturas mais intelectuais do mundo, onde a nossa essência espiritual e entusiasmo podem atuar como um bálsamo transformador. Ao dominar o idioma francês, o brasileiro ganha a voz necessária para projetar o seu cosmopolitismo natural e a sua visão de mundo não imperialista no coração da civilização europeia e canadense.
A Metodologia Keppeana: Fortalecimento para a Missão
Para que o brasileiro possa cumprir plenamente esta missão no exterior, a Metodologia Keppeana (Trilogia Analítica) revela-se uma ferramenta terapêutica e pedagógica fundamental. Através da conscientização das inversões psíquicas e sociais, o brasileiro fortalece sua identidade, libertando-se de complexos de inferioridade e do materialismo ambiente. Esta metodologia permite que o brasileiro, no mundo francófono, mantenha a sua integridade espiritual, transformando o sofrimento e a desorientação em ação criativa e benéfica, tornando-o um líder consciente capaz de cuidar do patrimônio cultural e espiritual do Brasil e da humanidade.
O Caráter tolerante e cosmopolita do brasileiro
A identidade brasileira foi moldada por uma fusão sem precedentes. Ao longo da história do Brasil, enquanto a ação jesuítica promoveu uma miscigenação que fundiu raças e saberes, a influência franciscana deixou um legado de tolerância, humildade e respeito pela vida. Essa base histórica resultou num povo naturalmente universal e cosmopolita, que não vê o “outro” como um estranho, mas como um irmão.
Como afirma a psicanalista Cláudia B. S. Pacheco: “O brasileiro pode ter tudo, menos o interesse de ser imperialista. O povo brasileiro, graças a Deus, tem noção de que o espírito é mais importante do que o dinheiro que tem no bolso”. Essa ausência de ambição esmagadora permite que o brasileiro seja bem acolhido e crie laços de amizade com uma facilidade que contrasta com o isolamento das culturas mais racionalistas.
Presença e Impacto no Mundo Francófono
O mundo de línguas francesa, conhecido pelo seu apreço pela cultura, artes e rigor intelectual, tem sido um destino privilegiado dos brasileiros:
- França: Lar de cerca de 100.000 brasileiros, onde a cultura e a filosofia brasileira fazem vibrar, com seus ritmos musicais e alegria, o ambiente parisiense.
- Canadá (Quebec): Onde dezenas de milhares de brasileiros buscam a paz e a liberdade de criar os filhos com afeto, integrando-se sem perder a alegria natural.
- Suíça e Bélgica: É lar de aproximadamente 50.000 brasileiros em comunidades que injetam entusiasmo em estruturas sociais, muitas vezes, marcadas pela frieza do capital.
O Reconhecimento Intelectual: Norberto Keppe na França
Esta missão de levar uma nova consciência ao mundo atinge o seu topo no reconhecimento acadêmico internacional. O psicanalista e cientista social brasileiro Norberto Keppe, autor de 46 livros e conferencista internacional, é o maior exemplo dessa vanguarda. A sua obra foi validada pelo prestigiado CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica) da França, que o considerou “sem dúvida, o mais original autor heterodoxo entre os contemporâneos”.
A ciência de Keppe oferece a base científica para a “reviravolta” que o mundo precisa, combatendo o ateísmo e o materialismo, que anulam o desenvolvimento humano e social e até a própria sobrevivência da vida humana e da natureza. Ele personifica a capacidade brasileira de dialogar com as nações mais desenvolvidas, propondo um modelo onde a ciência e o espírito caminham juntos.
Conclusão: Uma Missão de Evolução
Dominar o idioma francês é a chave para que o brasileiro, munido da sua espiritualidade e da ciência de Keppe, possa oferecer ao mundo francófono uma alternativa ao caos moderno. O brasileiro, no exterior, não é apenas um trabalhador: ele contribui para a evolução benéfica da humanidade, provando que o espírito e a dignidade humana devem sempre governar a economia e a ciência.
Segundo Pacheco, em seu livro História Secreta do Brasil, é fundamental “revelar a missão do Brasil com o maior número possível de brasileiros”, pois a autora cita, no mesmo livro, o escritor francês Vitor Hugo, em seu poema “aos Brasileiros” dizendo que:
“a Europa durou um segundo”, e que “o Brasil será a Europa de depois de amanhã” (Vitor Hugo)
