Norberto R. Keppe,
extrato do livro A Origem das Enfermidades, pag. 45 e 46 – 2ª Edição

Para você ter bom êxito precisa aceitar o sucesso das outras pessoas; estou dizendo que o sucesso próprio depende totalmente da aceitação do sucesso alheio – assim como a dimensão do passado tem de estar na do presente, e o próprio futuro incorporado à existência atual; tudo o que fazemos está correlacionado ao que os outros fizeram. Assim, se admiramos os indivíduos de talento e capacidade, automaticamente os seguimos – e deste modo damos mais um passo adiante em relação ao que realizaram; mas se os invejamos, negamos e destruímos o que fizeram, nós próprios nos brecamos e nos impedimos de obter êxito.

A própria felicidade e bem-estar passam pela felicidade e bem-estar dos outros; quando os teólogos falam da necessidade de se ter caridade (para agradar a Deus), psicologicamente se trata de uma atitude fundamental para o indivíduo ser feliz; o bem pessoal só advém em decorrência do bem que o próximo usufrui.

– Este ano fi z um esforço muito grande para realizar bem todo o meu trabalho, e agora no final do ano estraguei tudo com minha atitude, falou chorando A.R.

– Por que acha que está soluçando? perguntei.

– Não sei bem.

– É porque a senhora quer continuar promovendo desordem, e o pessoal não está deixando; arrependeu- -se de praticar o bem, e colheu maus resultados.

Este é o motivo por que a maioria das pessoas segue a conduta patológica de seus líderes, que realizam livremente o mal, que grande parte da população gostaria de praticar.

– Não consigo conscientizar o que é bom; quando John Kennedy Junior faleceu eu chorei, porque me lembrei que muitas pessoas são contra essa família, falou G.G.

– A que associa essa família? perguntei.

– É a única família rica nos Estados Unidos que é boa.

– Neste caso, o sr. se identifica com aqueles que atacam essa família.

– Sim, penso que sim; de certa maneira, penso que as coisas boas não têm chance, principalmente no meu país: Estados Unidos.

– O sr. está dizendo que não dá chance para existirem coisas boas em sua vida. De outro lado, é justamente este aspecto de admiração que nutre pela família Kennedy, que lhe dá equilíbrio. Este é o grande dilema da inveja, pois o ser humano vê bem este problema nos outros, mas é cego quanto a si mesmo.

Você pode acessar gratuitamente todas as edições do Jornal STOP, programas terapêuticos de rádio e TV aqui.